O essencial para um beijo quente

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O beijo na boca é um dos primeiros elos entre os casais – e, mesmo que não se perceba, o primeiro a ser deixado de lado quando o relacionamento se torna estável. “É uma pena, porque isso pode acabar esfriando as coisas. É preciso lembrar de beijar na boca, e de beijar com paixão”, defende a sex trainer Laura Weiss.

Beijo de carinho x beijo durante o sexo

Mesmo entre parceiros de longa data, os beijos não são todos iguais. Há aqueles de carinho e os beijos durante o sexo. “Quando é um carinho, o beijo é suave, macio, de toque na pele. Os dois fecham os olhos, se beijam vagarosamente. Já o beijo sexual é quente, apertado, forte, trabalha com o corpo todo. O casal vai mais fundo, um explora a boca do outro”, explica Laura.

Giovana Spinelli, consultora de sedução e autoestima, considera que os beijos podem ser diferentes, mas têm o mesmo propósito: convidar para o sexo. “Obviamente, há diferença quando eles já estão transando. Durante o sexo, o prazer se intensifica e outras áreas são exploradas. Podemos dizer que o beijo no sexo é um complemento, e infinitamente mais prazeroso”, afirma.

Melhorando o beijo

Nada é tão bom que não possa ser melhorado, e com o beijo a lógica é a mesma. Quem quer retomar ou intensificar os beijos com o/a parceiro/a não deve ter nenhuma vergonha de fazer um pouco de exercício para dar um “up” neles.

A sex trainer Laura sugere técnicas que podem até lembrar os tempos de escola – e que nunca perdem a eficácia. “A primeira é colocar uma azeitona ou um gelo dentro de um copo d’água e tentar pegar com a língua”, ensina. E continua: “A outra é um exercício. Para relaxar a boca e deixá-la sempre macia, o que ajuda muito em um beijo bom, deve-se abrir bem a boca, forçar mesmo, e depois soltar o maxilar. O legal é repetir isso algumas vezes por dia”.

Beijo bom?

Sem conversa fiada: existe beijo bom e beijo ruim, sim. Não é à toa que algumas pessoas têm fama de “beija bem”. Mas onde isso é notado?

“No beijo bom, a pessoa explora a boca da outra. E o beijo sai um pouquinho da boca: passa pelo rosto, pela nuca, pela orelha, pela lambida vagarosa”, lista Giovana. “Um beijo inesquecível é aquele que surpreende, e para isso a imaginação é fundamental”.

A entrega é a palavra-chave para o beijo bom, de acordo com Laura. “Tem que estar nele de corpo e alma. Boca dura, língua dura e boca fechada são o oposto dessa entrega e acabam com qualquer tentativa de beijo”, diz. Giovana complementa: “Mordidas fortes, hálito ruim, excesso ou falta de língua e olhos abertos também esfriam um beijo. Beijos são encaixes, e quando isso não funciona, é um fiasco”.

Se não encaixar…

… O jeito é conversar. Acontece de o casal se curtir, um achar a companhia do outro a melhor do mundo, mas, na hora do beijo, tudo desandar. É mais comum que isso apareça nos primeiros beijos, de acordo com Giovana.

“Às vezes eles são mais sem graça, mais tímidos, porque ainda não se sabe a sintonia da pessoa. Com o tempo, pode ser que ele se torne perfeito. Para que isso aconteça, tem que usar a sinceridade e falar para se beijarem de determinada maneira, propor algumas mudanças necessárias”, orienta a consultora de sedução e autoestima.

Produtos eróticos nos lábios, como géis que esquentem a pele, são a dica de Laura para alcançar essa perfeição. “Com o devido estímulo, o outro pode se dedicar mais, se entregar mais. Dá também para colocar uma fruta, como uma uva, na jogada, colocando-a na boca e pedindo para o outro pegá-la com a língua”, recomenda.

Se mesmo depois de tudo isso beijar o/a outro/a na boca continuar ruim, tanto Laura quanto Giovana são categóricas: é melhor partir para outra. “O beijo é uma conexão muito íntima. Se ele não funciona de jeito nenhum, nem com todos os esforços por parte do/a parceiro/a frustrado/a, é um sinal de que a intimidade vai muito mal”, afirma Laura. “É melhor desistir, porque beijo ruim ninguém merece”, finaliza Giovana.

* Raquel Paulino, especial para o iG