Lubrificação extra para um sexo mais gostoso

Twitter
Compartilhe:

Sexo prazeroso tem clima excitante, preliminares caprichadas e uma boa lubrificação, para que a penetração seja facilitada e os movimentos de vai-e-vem do pênis não machuquem a região da vagina ou do ânus.

No sexo vaginal, existe uma produção natural de lubrificação, vinda principalmente da mulher. “Quando ela começa a se excitar, tem uma ‘ereção’ interna e as paredes da vagina liberam um líquido para, caso receba o pênis, não ser ferida. Isso se chama transudação, e o líquido é o plasma sanguíneo, composto principalmente por água e proteínas”, explica Sandra Vasques, psicóloga e sexóloga do Instituto Kaplan.

De acordo com a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, essa produção de lubrificação se dá quando a mulher atinge um pico de excitação, por isso a importância das preliminares. “O processo leva, normalmente, de cinco a dez minutos. Se esse tempo real e psicológico não for respeitado, a relação sexual pode ser muito dolorosa para ela”, diz.

A quantidade de lubrificação produzida pelo homem não compensa a pressa que ele possa ter para penetrar a parceira. “A lubrificação masculina é o líquido transparente que o pênis libera antes da ejaculação. Mas a função dele é tornar o ambiente vaginal menos ácido, para que os espermatozóides sobrevivam, e pouco ajuda na facilitação do vai-e-vem”, esclarece Sandra.

E quando não é suficiente?

Eventualmente, a mulher pode não produzir lubrificação suficiente naturalmente. Erica e Sandra listam os motivos que normalmente levam a isso: alterações hormonais (causadas por diabetes, menopausa e amamentação, por exemplo), uso de medicamentos (principalmente anticoncepcionais, antidepressivos e anti-hipertensivos), infecções vaginais e a simples falta de excitação durante a relação sexual.

Em todos os casos, o melhor a fazer é procurar ajuda médica para resolver o problema. E, enquanto a solução não vem, lançar mão de lubrificantes artificiais para garantir a manutenção da vida sexual sem se machucar.

Os melhores e únicos indicados pelas especialistas são os lubrificantes à base d’água. “Eles não causam irritação, não entopem os poros e são compatíveis com o uso de camisinha”, afirma Sandra, que continua: “Aqueles à base de silicone, óleo ou outros materiais, e mesmo a vaselina, que é bastante usada como lubrificante, aumentam o risco de rasgar o látex da camisinha”.

Além disso, ressalta Erica, “os que não são à base d’água predispõem a mulher a infecções vaginais, o que pode dificultar ainda mais a produção de lubrificação natural”.

Um ‘tchan’ a mais

Quem tem lubrificação natural suficiente também pode levar um lubrificante artificial à base d’água para a cama. Assim como géis e outros produtinhos eróticos, ele pode dar um toque extra para a relação. “Funciona bem para dar uma variada, e mal não faz”, opina Erica.

“O casal pode experimentar e, se achar gostoso, usar de vez quando para ter sensações diferentes”, complementa Sandra. “Brincar e diversificar sempre faz bem para o sexo”.

Obrigatório no sexo anal

Diferentemente da vagina, o ânus não produz nenhuma lubrificação natural. Não há tratamento ou estratégia que mude isso. Portanto, o uso de lubrificantes à base d’água é imprescindível no sexo anal.

“Por mais que a pessoa tenha o relaxamento anal necessário para a introdução do pênis, o movimento de vai-e-vem causará feridas e micro lesões que podem facilitar o surgimento de infecções e inflamações na região”, diz Sandra.

Em que momento aplicar?

Seria muito anticlímax interromper a relação sexual bruscamente para passar o lubrificante na vagina ou no ânus. O ideal é deixá-lo à mão e pedir para o parceiro aplicá-lo com uma suave massagem, criando um clima sensual. “Também é legal pedir para o homem passar um pouco na ponta do pênis”, sugere Sandra.

Ela finaliza recomendando que sejam escolhidas marcas de confiança no mercado: “Não se deve usar lubrificante de procedência duvidosa e fórmula mal explicada em um sex shop, por exemplo. O melhor é ir à farmácia e eleger um produto bem conceituado”.

* Raquel Paulino, especial para o iG